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APERTADA para FAZER XIXI



"A ex-prefeita Marta Suplicy
viajou à Itália e resolveu assistir
a uma Missa presidida pelo Papa, no Vaticano.
Terminada a Missa, Marta não se conteve e fez uma pergunta ao Papa:
-'Vossa Santidade, por acaso existe algum banheiro, aqui dentro?
É que eu estou apertadíssima, preciso fazer xixi, o senhor entende'... O
Papa pensou, pensou e respondeu:
-'O banheiro é um pouco distante, mas logo ali, naquele cantinho, tem uma
estátua de São Pedro. Pode fazer xixi lá'.
-'Tudo bem! Se é Vossa Santidade que está falando eu vou. Mas não é pecado
fazer xixi em São Pedro' ?
-'É. Mas pra quem já cagou em São Paulo , isto não fará a menor
diferença'!!!

Primeiro filme colorido da história é visto pela primeira vez na Inglaterra

O filme colorido mais antigo do mundo foi assistido pela primeira vez nesta semana, na Inglaterra. Apesar da existência do filme, gravado pelo britânico Edward Raymond Turner em 1902, ser conhecida há algum tempo, foi apenas agora que se obteve sucesso em reproduzi-lo da maneira correta.
Entre o conteúdo gravado por Turner 110 anos atrás, há cenas de seus filhos brincando no jardim e uma arara equilibrando-se sobre um poleiro. De acordo com Bryony Dixon, curadora de filmes mudos do British Film Institute (BFI), a importância do filme de Turner está no processo de colorização. “Este é o primeiro filme naturalmente colorido da história. Na época, os produtores costumavam pintar e com o método de Turner as cores eram capturadas fotograficamente”, explicou.
O estranho formato do filme, no entanto, foi o responsável pela demora para assisti-lo. Em vez de 35mm, como é o padrão dos filmes atualmente, o filme de Turner tem pouco mais de 38 centímetros, tornando-o incompatível com os projetores comuns. Para dar conta disso, o Instituto encomendou uma peça específica para aceitar a gravação de Turner aos especialistas em equipamentos de cinema antigos Brian Pritchard e David Cleveland.
O mito do preto e branco
De acordo com Dixon, a gravação também é importante para acabar com o mito de que antigamente só havia filmes em preto e branco. Segundo ela, 80% dos filmes produzidos entre 1890 e 1920 eram coloridos deliberadamente. Foi com a chegada do som que o filme colorido foi abandonado, retornando pouco depois com o método Technicolor.
“No final da primeira década do século XX, franceses e americanos ganhavam as páginas dos jornais com seus métodos de filmagem e os britânicos eram movidos pela paixão pela invenção. Eles sabiam que filmes coloridos despertaria o interesse das pessoas e que o seu inventor teria um incentivo comercial”, explicou a curadora.
O inventor Edward Raymond Turner faleceu em 1903 por conta de um ataque cardíaco, um ano após registrar as imagens redescobertas agora. O filme foi restaurado pelo National Media Museum (Museu Nacional de Mídia), onde está sendo exibido atualmente pela primeira vez desde a sua gravação.

Pra cabá.!



Uma mulher entra no escritório da Assistente Social da Prefeitura de
Aquiraz, no Ceará, juntamente com 15 crianças.

- "UAU!", exclama a assistente social. "São todos seus?"

- "É, eles é tudo filho meu".
Na sala estavam  na maior algazarra, quando a mãe diz:

- "JURACI! os ceis senta e fica tudo quieto!"

Todas a crianças se sentam e ficam quietinhas.

- "Bem', diz a assistente social, então você deve estar aqui para se
inscrever no Bolsa Família, Bolsa Escola, Bolsa Gás, Bolsa Leite,
etc...Vou precisar do nome de todas as crianças".

'' Bão, prá dexá as coisas mais fácir, eu registrei tudo os minino
como Juraci, e as minina tumém, tudo Juraci".

Descrente a assistente social :

- "É  SÉRIO? Eles são todos chamados de Juraci? "

A mãe responde:

- "Craro, sô!  Isso é mais fácir. Quando é hora de tirá eles da cama ,
eu grito, JURACI uma veiz só!  -

Quando é hora di comê, eu só grito uma veizinha:" JURACI!,  i  tudinho
eles vêm  correndo. E si eu pricisá pará o muleque que tá correndo prá
rua, eu grito: 'Juraci' i tudo eles pára onde tão.

Foi a mió  idéia  que eu já tive, chamando tudo eles de Juraci".

A assistente social pensa sobre isso um pouco, franze a testa e
timidamente pergunta: ---


-"Mas, e se você quiser chamar apenas um filho , e não o bando inteiro? '

"Aí eu chamo eles pelo sobrenome."

CAÍ NO MUNDO E NÃO SEI COMO VOLTAR..



Eduardo Galeano
Jornalista e escritor uruguaio
 
Bem escrito, bem lembrado, na dose certa do humor, na emoção, enfim, tudo deu certo neste texto. Ele é um dos maiores escritores do mundo. Leiam, divirtam-se, reflitam nas verdades. 
 

 
             
CAÍ NO MUNDO E NÃO SEI COMO VOLTAR 
 
O que acontece comigo é que não consigo andar pelo mundo pegando coisas e trocando-as pelo modelo seguinte só por que alguém adicionou uma nova função ou a diminuiu um pouco…

Não faz muito, com minha mulher, lavávamos as fraldas dos filhos, pendurávamos na corda junto com outras roupinhas, passávamos, dobrávamos e as preparávamos para que voltassem a serem sujadas. 
E eles, nossos nenês, apenas cresceram e tiveram seus próprios filhos se encarregaram de atirar tudo fora, incluindo as fraldas. Se entregaram, inescrupulosamente, às descartáveis!

Sim, já sei. À nossa geração sempre foi difícil jogar fora. Nem os defeituosos conseguíamos descartar! E, assim, andamos pelas ruas, guardando o muco no lenço de tecido, de bolso.
Nããão! Eu não digo que isto era melhor. O que digo é que, em algum momento, me distraí, caí do mundo e, agora, não sei por onde se volta. 

O mais provável é que o de agora esteja bem, isto não discuto. O que acontece é que não consigo trocar os instrumentos musicais uma vez por ano, o celular a cada três meses ou o monitor do computador por todas as novidades.
Guardo os copos descartáveis! Lavo as luvas de látex que eram para usar uma só vez.

Os talheres de plástico convivem com os de aço inoxidável na gaveta dos talheres! É que venho de um tempo em que as coisas eram compradas para toda a vida!

É mais! Se compravam para a vida dos que vinham depois! A gente herdava relógios de parede, jogos de copas, vasilhas e até bacias de louça.
E acontece que em nosso, nem tão longo matrimônio, tivemos mais cozinhas do que as que haviam em todo o bairro em minha infância, e trocamos de refrigerador três vezes. 

Nos estão incomodando! Eu descobri! Fazem de propósito! Tudo se lasca, se gasta, se oxida, se quebra ou se consome em pouco tempo para que possamos trocar.
Nada se arruma. O obsoleto é de fábrica.
Aonde estão os sapateiros fazendo meia-solas dos tênis Nike? Alguém viu algum colchoeiro encordoando colchões, casa por casa? Quem arruma as facas elétricas? o afiador ou o eletricista? Haverá teflon para os funileiros ou assentos de aviões para os talabarteiros?

Tudo se joga fora, tudo se descarta e, entretanto, produzimos mais e mais e mais lixo. Outro dia, li que se produziu mais lixo nos últimos 40 anos que em toda a história da humanidade.

Quem tem menos de 30 anos não vai acreditar: quando eu era pequeno, pela minha casa não passava o caminhão que recolhe o lixo! Eu juro! E tenho menos de ... anos! Todos os descartáveis eram orgânicos e iam parar no galinheiro, aos patos ou aos coelhos (e não estou falando do século XVII). Não existia o plástico, nem o nylon. A borracha só víamos nas rodas dos autos e, as que não estavam rodando, as queimávamos na Festa de São João. Os poucos descartáveis que não eram comidos pelos animais, serviam de adubo ou se queimava..
Desse tempo venho eu.  E não que tenha sido melhor.... É que não é fácil para uma pobre pessoa, que educaram com "guarde e guarde que alguma vez pode servir para alguma coisa", mudar para o "compre e jogue fora que já vem um novo modelo".
Troca-se de carro a cada 3 anos, no máximo, por que, caso contrário, és um pobretão. Ainda que o carro que tenhas esteja em bom estado... E precisamos viver endividados, eternamente, para pagar o novo!!! Mas... por amor de Deus!
Minha cabeça não resiste tanto. Agora, meus parentes e os filhos de meus amigos não só trocam de celular uma vez por semana, como, além disto, trocam o número, o endereço eletrônico e, até, o endereço real.

E a mim que me prepararam para viver com o mesmo número, a mesma mulher e o mesmo nome (e vá que era um nome para trocar). Me educaram para guardar tudo. Tuuuudo! O que servia e o que não servia. Por que, algum dia, as coisas poderiam voltar a servir. 

Acreditávamos em tudo. Sim, já sei, tivemos um grande problema: nunca nos explicaram que coisas poderiam servir e que coisas não. E no afã de guardar (por que éramos de acreditar), guardávamos até o umbigo de nosso primeiro filho, o dente do segundo, os cadernos do jardim de infância e não sei como não guardamos o primeiro cocô.

Como querem que entenda a essa gente que se descarta de seu celular a poucos meses de o comprar? Será que quando as coisas são conseguidas tão facilmente, não se valorizam e se tornam descartáveis com a mesma facilidade com que foram conseguidas?
Em casa tínhamos um móvel com quatro gavetas. A primeira gaveta era para as toalhas de mesa e os panos de prato, a segunda para os talheres e a terceira e a quarta para tudo o que não fosse toalha ou talheres. E guardávamos...

Como guardávamos!! Tuuuudo!!! Guardávamos as tampinhas dos refrescos!! Como, para quê?  Fazíamos limpadores de calçadas, para colocar diante da porta para tirar o barro. Dobradas e enganchadas numa corda, se tornavam cortinas para os bares. Ao fim das aulas, lhes tirávamos a cortiça, as martelávamos e as pregávamos em uma tabuinha para fazer instrumentos para a festa de fim de ano da escola.

Tuuudo guardávamos! Enquanto o mundo espremia o cérebro para inventar acendedores descartáveis ao término de seu tempo, inventávamos a recarga para acendedores descartáveis. E as Gillette até partidas ao meio se transformavam em apontadores por todo o tempo escolar. E nossas gavetas guardavam as chavezinhas das latas de sardinhas ou de corned-beef, na possibilidade de que alguma lata viesse sem sua chave.
E as pilhas! As pilhas das primeiras Spica passavam do congelador ao telhado da casa. Por que não sabíamos bem se se devia dar calor ou frio para que durassem um pouco mais. Não nos resignávamos que terminasse sua vida útil, não podíamos acreditar que algo vivesse menos que um jasmim. As coisas não eram descartáveis. Eram guardáveis.

Os jornais!!! Serviam para tudo: para servir de forro para as botas de borracha, para por no piso nos dias de chuva e por sobre todas as coisa para enrolar.

Às vezes sabíamos alguma notícia lendo o jornal tirado de um pedaço de carne!!! E guardávamos o papel de alumínio dos chocolates e dos cigarros para fazer guias de enfeites de natal, e as páginas dos almanaques para fazer quadros, e os conta-gotas dos remédios para algum medicamento que não o trouxesse, e os fósforos usados por que podíamos acender uma boca de fogão (Volcán era a marca de um fogão que funcionava com gás de querosene) desde outra que estivesse acesa, e as caixas de sapatos se transformavam nos primeiros álbuns de fotos e os baralhos se reutilizavam, mesmo que faltasse alguma carta, com a inscrição a mão em um valete de espada que dizia "esta é um 4 de bastos".

As gavetas guardavam pedaços esquerdos de prendedores de roupa e o ganchinho de metal. Ao tempo esperavam somente pedaços direitos que esperavam a sua outra metade, para voltar outra vez a ser um prendedor completo.

Eu sei o que nos acontecia: nos custava muito declarar a morte de nossos objetos. Assim como hoje as novas gerações decidem matá-los tão-logo aparentem deixar de ser úteis, aqueles tempos eram de não se declarar nada morto: nem a Walt Disney!!!

E quando nos venderam sorvetes em copinhos, cuja tampa se convertia em base, e nos disseram: Comam o sorvete e depois joguem o copinho fora, nós dizíamos que sim, mas, imagina que a tirávamos fora!!! As colocávamos a viver na estante dos copos e das taças. As latas de ervilhas e de pêssegos se transformavam em vasos e até telefones. As primeiras garrafas de plástico se transformaram em enfeites de duvidosa beleza. As caixas de ovos se converteram em depósitos de aquarelas, as tampas de garrafões em cinzeiros, as primeiras latas de cerveja em porta-lápis e as cortiças esperaram encontrar-se com uma garrafa. 

E me mordo para não fazer um paralelo entre os valores que se descartam e os que preservávamos. Ah!!! Não vou fazer!!!
Morro por dizer que hoje não só os eletrodomésticos são descartáveis; também o matrimônio e até a amizade são descartáveis. Mas não cometerei a imprudência de comparar objetos com pessoas.

Me mordo para não falar da identidade que se vai perdendo, da memória coletiva que se vai descartando, do passado efêmero. Não vou fazer.
Não vou misturar os temas, não vou dizer que ao eterno tornaram caduco e ao caduco fizeram eterno.
Não vou dizer que aos velhos se declara a morte apenas começam a falhar em suas funções, que aos cônjuges se trocam por modelos mais novos, que as pessoas a que lhes falta alguma função se discrimina o que se valoriza aos mais bonitos, com brilhos, com brilhantina no cabelo e glamour. 

Esta só é uma crônica que fala de fraldas e de celulares. Do contrário, se misturariam as coisas, teria que pensar seriamente em entregar à bruxa, como parte do pagamento de uma senhora com menos quilômetros e alguma função nova. Mas, como sou lento para transitar este mundo da reposição e corro o risco de que a bruxa me ganhe a mão e seja eu o entregue... 
Eduardo Galeano
* Jornalista e escritor uruguaio
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