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sábado, 28 de junho de 2014

Impressionante: Esponja-harpa é capaz de desmontar suas vítimas, célula por célula, para se alimentar

Encontrada a mais de 3 mil metros de profundidade, parecendo um monte de cordas flutuando, a esponja-harpa pode alcançar quase 1 metro de comprimento e possui muitas peculiaridades interessantes.
Ela é tão exótica que quase não parece com uma esponja tradicional e é bastante difícil ser reconhecida por olhos leigos. Diferentemente das outras espécies, essa esponja deixou para trás seu estilo de vida por filtração e evoluiu para um ser carnívoro, se alimentando basicamente de minúsculas criaturas que se enroscam em suas “cordas”.
As fotos foram tiradas em 2012 quando os cientistas, incluindo um biólogo marinho chamado Henry Reiswing, da Universidade da Colúmbia Britânica, em Victoria, Canadá; resolveram coletar duas amostras na costa da Califórnia com o apoio do Instituto de Pesquisa Marinha da Baía de Monterey. Em tais profundidades, mesmo com boa tecnologia, recolher bons espécimes é algo extremamente difícil porque pode-se levar horas para retornar à superfície.
"Todos os tipos de coisa podem acontecer desde o momento que se coleta a amostra até a hora que voltamos para o convés. Por isso, é preciso de extrema cautela”, afirma Reiswig.
O que os cientistas sabem até agora sobre a esponja-harpa é, essencialmente, sua morfologia. Porém, a partir da sua forma, é possível descobrir vários hábitos e características, como determinar que ela é um carnívoro ávido, que depende das correntes marinhas para lhe trazer suas minúsculas presas.
Seus prolongamentos de corpo possuem estruturas semelhantes a pelos minúsculos, chamados de filamentos, e estão todos presos em uma espécie de raiz. Estima-se que há 5 mil desses em cada “tronco” da esponja e, além disso, ela ainda possui espículas (estruturas que parecem mini-ganchos) em cada um dos filamentos. Os dois juntos funcionam como uma espécie de velcro, grudando a presa ao corpo da esponja.
Esta morte não é nenhum pouco agradável. Enquanto a presa luta para se libertar dos mini-ganchos, a esponja absorve o seu alimento lentamente, processo que pode demorar de 10 a 24 horas dependendo do tamanho do animal capturado. Não existe picada, não há toxinas envolvidas. A presa simplesmente some dentro da esponja.
"Talvez seja por isso que ela acaba com uma pequena bolsa presa ao seu corpo, parecida com um cisto”, disse Reiswig. "Depois de ficar armazenada por tanto tempo, a vítima morre e suas células começam a ser retiradas, saindo de todos os lugares, se desprendendo do seu esqueleto. Extremamente bizarro!”.
Essa forma sofisticada de se alimentar é altamente incomum para esponjas, que estão entre os organismos multicelulares mais primitivos, pois não possuem sistema nervoso, respiratório, cardíaco ou quaisquer outros órgãos. Elas simplesmente bombeiam água, filtram as bactérias e outras partículas nutritivas, e absorvem oxigênio.
Agora, a esponja-harpa, no entanto, evoluiu para um estilo de vida carnívoro para lidar com o ambiente das profundezas oceânicas. Nessa profundidade, a comida é incrivelmente escassa e as correntes são muito mais calmas. Isso é um grande problema para espécies que dependem dessa movimentação do mar para se alimentarem. Porém, no caso dessa esponja, o fato de ter prolongamentos extensos, parecidos com cordas, aumenta muito a sua área de captura. Isso mostra uma adaptação brilhante para conseguir sobreviver em um “deserto aquático”.
Além da alimentação, essa estratégia resolve também o problema de reprodução dessa espécie. Já que ela não pode se mover, naturalmente, possui características hermafroditas, ou seja, pode fertilizar e ser fertilizada. Dessa forma, as pequenas “bolas” que se encontram no fim de cada prolongamento é o órgão sexual da esponja. Outra estratégia interessante que ela usa para se reproduzir é produzir os espermatozóides da mesma forma que se alimenta. Essa esponja os empacota em um pequeno cisto e, em seguida, manda para uma outra espécime que esteja próxima. Esse pequeno pacote só se abre quando consegue encontrar o seu destino.
Observando espécimes fertilizando outros por meio de um microscópio, Reiswig afirma que esse pacote é cheios de espermatóforos e começa a se quebrar, provavelmente devido a enzimas liberadas pela própria estrutura. Em vez de serem digeridos, os espermatozóides são absorvidos pela outra esponja, que começa a preparação para soltar o ovo fertilizado na água quando estiver maduro.
Reiswig e seus colegas ainda têm de testemunhar uma esponja-harpa abandonar seus ovos, embora provavelmente não deve ser muito diferente de outras esponjas: uma vez maduro o suficiente, os ovos são liberados na água para se fixarem e crescerem sozinhos. Entretanto, eles não chegam muito longe. Por serem péssimas nadadoras, as novas esponjas precisam de correntes fortes para se fixarem em um lugar distante, coisa que a esponja-harpa não possui devido a correnteza calma. Por isso, a sua “prole” não ficam muito longe de onde nasce.
Se elas conseguirem não ser engolidas por um predador maior, as esponjas-harpa vivem tranquilamente no fundo do mar. Ao contrário de seus parentes mais próximos, que precisam se ancorar em rochas para sobreviver, elas cavam cada vez mais fundo, estendendo suas raízes, chamadas de rizóides, pelo fundo lamacento do oceano e ficam ali até o fim da vida


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